segunda-feira, 12 de março de 2012

Quando o vento chora

Um sopro de brisa nos bate
De repente ofusca um encolhimento
Aquilo que não chega, mas parte
E por um momento...

só momento

É o braço que abraça
Firme e tenro no ato
Mas não acomoda. Não passa.
De repente não se rompe o trato

Um som nos alcança
É o acorde que há entre as folhas
Em uma escala que avança
E os olhos se figuram em bolhas

Cinza. É frio?
Não se sabe ou não se quer saber?
Lembra um sorriso que riu
Mas é a falta, dói não ter

Traz leve e suave a saudade
Mas amarga e sem nada
Leva chorando a vontade
Uma lembrança passada

Traz.

Também leva...

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